domingo, 5 de abril de 2009

Quem somos?

Afinal aquilo que pensamos ser, nem sempre é o que É na realidade que não conseguimos ver, tocar, cheirar ou até mesmo sentir.
Quando nos deixamos levar pela malha pensante, faladora, desesperada e amedrontada, acabamos por pensar que queremos, que gostamos ou não gostamos, que temos medo ou medo algum, onde a confusão está instalada e todos os momentos desenvolvem problemas, desafios, perdas e tristezas.
Afinal o que somos nós? Afinal para que nascemos?
Para viver uma vida de faz de conta, à espera que o amanhã seja melhor que o hoje e que o ano que vem traga novos sonhos e talvez melhores condições para "se calhar" avançar na sua concretização?
Que mundo este que criamos para nós mesmos.

Aprender a VER com a luz do coração e com um sorriso torna os momentos mais leves, serenos e perfeitos.
Tudo o que vivemos nos ajuda a aproximar a nossa mente do pensamento "certo", do pensamento alinhado com os nossos sonhos e desejos.
Não existe certo ou errado, existe apenas o desejo de ser feliz, pois hoje achamos (ou pensamos) que não somos pois existe sempre algo que "falta".
Vivemos num tempo em que "falta" sempre algo para nos sentirmos realizados e felizes.
E quando nos damos conta, estamos no fim da linha, onde ainda nos falta qualquer coisa, mas já não falta mais tempo... acreditamos no tempo, somos escravizados pelo tempo e morremos pelo tempo.
Os dias passam e alguns de nós apenas vêm minutos a morrer para a vida e não conhecem a verdadeira natureza do Ser.
Einstein dizia que o tempo era uma ilusão, uma ilusão persistente, mas ainda assim, uma ilusão.

Acho que a grande maioria de nós ainda não se deu conta, não apenas que o tempo é uma ilusão, como a vida que escolhemos viver é apenas uma ilusão.
Há tantos momentos de felicidade que desperdiçamos com pensamentos de tristeza, dor e sofrimento, quando podíamos simplesmente rir com o vento, sorrir ao sol, correr pelo jardim, tocar o mar e saltar na areia.
Não existe limite para o potencial humano, não existe limite para o nosso pensamento e em última análise, o que nos faz sentir mal é a qualidade dos pensamentos que escolhemos pensar em cada momento.

Um sorriso pode fazer milagres, pensar em alguém que amamos ou até mesmo, alterar o sentimento que temos por alguém.
Quando experimentamos "trocar" um sentimento de raiva por um sentimento de amor, quando nos permitimos libertar a outra pessoa que pensamos que nos faz sofrer, reparamos que apenas nos libertamos de um fardo que não nos pertence, nunca pertenceu e pensamos que o deveríamos carregar para sempre.
Quando experimentamos entregar um problema ao Universo para ele o resolver por nós, pois nós apenas queremos ver uma solução que pensamos ser a melhor para nós, descobrimos um mar de soluções perfeitas e a que melhor dança connosco escolhe-nos como par.

Quem somos nós (enquanto seres pensantes palradores, seres egóicos) para achar que sabemos tudo e que temos nas nossas mãos a solução para tudo.
Na realidade temos, mas num lugar onde temos medo de entrar, pois o Poder e Infinidade de Potencialidade pode ser assustadora.
Mas o melhor de tudo, é que esse poder existe e apenas precisamos confiar nele.
E enquanto confiamos, sorrimos à vida e acreditamos que nascemos para ser felizes, livres e alegres!

3 comentários:

Ricardo Peixe disse...

Brutal!
É fantástico quando percebemos que somos nós que criamos as nossas emoções e com isso a qualidade da nossa vida!

Julia Porto disse...

Oi Angela, o seu blog está sempre mudando e sempre lindo e sempre com textos bárbaros! Acho que este texto diz tudo. Devemos pensar menos e sentir mais e de acordo com isso é que devemos construir nossas vidas. Eu sempre penso nisso não só para as escolhas mais importantes da vida (como amor e carreira) mas também pra escolhas que a maioria considera fútil. Outro dia comprei uma almofada de paetês pra enfeitar minha cama. Pelo senso comum a maior parte das pessoas acha feio e extravagante, mas meu mundo precisa de cor, de paetês e objetos chamativos e extravangantes, é quem eu sou e como me sinto. Detesto o senso comum. Tento fazer meu mundo, minha casa, meu adereços da forma como sinto internamente, tudo muito intenso.

Adoro seu blog, beijos!

Julia

KaT disse...

Fantástico Angela!
Sinto-me em sintonia contigo. :)
ainda não te escrevi o tal mail porque ando eu própria a organizar a minha mente mas o farei em devido tempo!

Obrigado
Cátia